segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Viver o que se canta

Em Actos 16 encontramos o relato da prisão de Paulo e Silas. Foram chicoteados, os seus pés foram amarrados a um tronco e colocados numa cela. Pela meia noite cantavam louvores a Deus. Deviam estar a desafinar e a gemer mais que cantar, pois estavam exaustos, com dores e com fome. E Deus agiu, fez tremer a terra, as paredes da cela ruiram e as portas abriram-se. Deus não o fez por causa da musica, Deus o fez por causa dos seus corações.

Paulo e Silas estavam presos por pregarem o evangelho. Paulo e Silas na prisão apenas cantavam aquilo que já viviam. A música não tem poder por si só. Deus não procura musicos nem cantores, Deus procura adoradores que adoram em espírito e em verdade. A musica é apenas um dos resultados de uma vida em adoração.

O verdadeiro adorador tem uma vida de adoração muito mais intensa e prática, o seu serviço para Deus tem que ser muito mais o que faz nos bastidores do que faz no palco. O adorador ama o que Deus ama, e Deus ama vidas, Deus deseja que todos O conheçam. Somos chamados, como adoradores, a evangelizar, a orar, a discipular, a tomar conta de vidas.

Adoramos a Deus quando vivemos aquilo que cantamos aos domingos na Igreja.

Paulo e Silas viram a oportunidade para saírem da prisão, no entanto, como servos de Deus e porque amavam  vidas como Deus ama, abriram mão do milagre para que outro fosse abençoado. Se tivessem fugido, o carcereiro sofreria pena pesada. Na realidade, quando o carcereiro pensou que eles tivessem saído da cela pensou em suicidar-se. Os apóstolos chamaram-no e o maior milagre aconteceu, o carcereiro entregou a sua vida a Jesus e foi salvo, assim como a sua família.

Somos adoradores quando encontramos em Jesus motivo para viver e motivo pelo que vale a pena morrer. E às vezes morrer é abrir mão de algo que Deus nos oferece para que outros ganhem vida.

Pra. Rita Pinto

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