quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Um jantar em família

Meio a dormir, meio acordada vejo uma sala de família, decorada em tons claros e onde só de olhar para o sofá se descansa. Um sofá imenso, azul claro cheio de almofadas, umas douradas, outras carmesim. Da janela vê-se um monte todo ele cheio de lírios. No ar há um suave cheiro de incenso de canela e como musica ambiente um disco antigo de vinil faz-nos ouvir um coral de anjos que cantam: " Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus Todo Poderoso, que era, que é e que há-de vir."

Na mesa quadrada, uma toalha de linho, pratos de porcelana e copos de cristal. A ementa está pronta. Para  entrada uma sopa de consolo. O prato principal salvação acompanhada de fé no forno. Uma salada de amor, alegria e paz temperada com unção. Para beber vinho novo ou água viva. Para sobremesa, e como estamos a entrar na época do natal, temos sonhos.

O Pai já está sentado, ao seu lado direito Jesus e à sua frente o Espírito. Todos estão a olhar para o quarto lugar, ainda vazio, e nos seus rostos há ansiedade e expectativa. Passaram o dia na cozinha a preparar o banquete e esperam agora o convidado especial. Ele está a viajar na net, a ler qualquer coisa num blog pequenino. Eles estão à tua espera: despacha-te.

O banquete do Senhor é melhor. Vai cear com Ele.

Pra. Rita Pinto

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cd Mergulho - Tudo para mim

Sai do Barco!

Todos nós precisamos de sair do Barco. O Barco simboliza a nossa zona de segurança, cómoda, conhecida. Pedro, juntamente com os outros discipulos, passava pelo mar numa altura de alguma tempestade e ventania mas o barco era ainda o lugar mais seguro para se estar naquele lugar, naquela ocasião.

De repente aqueles homens começaram a ver uma figura a andar sobre as águas do mar e a aproximar-se deles. Gritaram de medo. Imaginem 12 homens histéricos porque viram um fantasma. Não era um fantasma, era Jesus Cristo - mas nós temos medo do que não conhecemos e áquela distância, eles não distinguiram Jesus, que os acalmou dizendo quem era.

Pedro, olhando para Jesus, também quis ter a experiencia de andar sobre as águas e pediu-Lhe que o chamasse. Abençoado Pedro que desafiou as leis da física tão somente porque teve, tal como Jesus mais adiante afirma, um pouco de fé. No entanto, nosso amigo Pedro desviou o seu foco e sentiu o vento forte e teve medo - porque é natural em nós termos medo do que não controlamos.

Jesus estendeu-lhe a mão e levou-o novamente para dentro do Barco e acalmou o vento. Os outros, meros espectadores adoraram a Cristo, dentro do Barco. Não se aventuraram a experimentar um pouco do sobrenatural - porque temos medo de não conseguir, de fracassar.

Medo do que não conhecemos.
Medo do que não controlamos.
Medo de fracassar.

Deus porém nos informa que não nos deu o espírito de medo, mas de poder, de amor e uma mente sã. II Timóteo 1:7

O verdadeiro adorador sai do Barco e adora a Jesus enquanto anda sobre as águas, mesmo quando o vento é contrário.
De que estás à espera? Sai do Barco!
Pra. Rita Pinto
Leitura - Mateus 14:22-33

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

CD MERGULHO - Anseio Te contemplar

Viver o que se canta

Em Actos 16 encontramos o relato da prisão de Paulo e Silas. Foram chicoteados, os seus pés foram amarrados a um tronco e colocados numa cela. Pela meia noite cantavam louvores a Deus. Deviam estar a desafinar e a gemer mais que cantar, pois estavam exaustos, com dores e com fome. E Deus agiu, fez tremer a terra, as paredes da cela ruiram e as portas abriram-se. Deus não o fez por causa da musica, Deus o fez por causa dos seus corações.

Paulo e Silas estavam presos por pregarem o evangelho. Paulo e Silas na prisão apenas cantavam aquilo que já viviam. A música não tem poder por si só. Deus não procura musicos nem cantores, Deus procura adoradores que adoram em espírito e em verdade. A musica é apenas um dos resultados de uma vida em adoração.

O verdadeiro adorador tem uma vida de adoração muito mais intensa e prática, o seu serviço para Deus tem que ser muito mais o que faz nos bastidores do que faz no palco. O adorador ama o que Deus ama, e Deus ama vidas, Deus deseja que todos O conheçam. Somos chamados, como adoradores, a evangelizar, a orar, a discipular, a tomar conta de vidas.

Adoramos a Deus quando vivemos aquilo que cantamos aos domingos na Igreja.

Paulo e Silas viram a oportunidade para saírem da prisão, no entanto, como servos de Deus e porque amavam  vidas como Deus ama, abriram mão do milagre para que outro fosse abençoado. Se tivessem fugido, o carcereiro sofreria pena pesada. Na realidade, quando o carcereiro pensou que eles tivessem saído da cela pensou em suicidar-se. Os apóstolos chamaram-no e o maior milagre aconteceu, o carcereiro entregou a sua vida a Jesus e foi salvo, assim como a sua família.

Somos adoradores quando encontramos em Jesus motivo para viver e motivo pelo que vale a pena morrer. E às vezes morrer é abrir mão de algo que Deus nos oferece para que outros ganhem vida.

Pra. Rita Pinto